sexta-feira, 30 de abril de 2010

O Nada.

Beirut - Nantes
Found at skreemr.com


Eu realmente não sei sobre o que falar. Eu acabo de passar muito tempo sem fazer absolutamente nada no computador. Algumas pessoas não entendem o conceito de não fazer nada, ou apenas acham que entendem. Alguém vira para você e diz: “Pô, dormi a tarde toda depois vi dois filmes e to no MSN até agora! Não fiz nada o dia todo!”. Não, cara, você dormiu o a tarde toda como você mesmo disse, e ainda viu dois filmes! Queria eu ver dois filmes e chamar de nada. Para mim, ver dois filmes é considerado um dia bem lucrativo. Um relato das minhas ultimas horas: Eu entro no Orkut a cada cinco minutos jurando que algo de significante vai ter acontecido, mas nunca tem nada novo. Eu falo algumas palavras no MSN, passo horas no YouTube e penso em como eu vou me fuder depois por não estar aproveitando para estudar agora que eu tenho tempo livre.

Sempre eu encontro alguém que é completamente responsável e ocupado, se da bem na faculdade (Há!), faz vinte cursos diferentes, namora há dois anos e ainda tem a audácia de virar para você um dia e falar que não tem tempo para fazer nada.

Eu nunca entendi quem não consegue não fazer nada. Todo mundo sempre reclama que “não tenho tempo para fazer nada”! Mas quando eles realmente tem tempo para, bem, fazer nada, eles fazem algo. Isso é uma coisa responsável para se fazer, mas não é “nada”. A verdade é que o tempo passa muito, muito rápido quando você realmente não está fazendo nada.

Nossa, eu acho que acabei filosofando mais do que eu esperava no inicio. Já dizia o pensador:

“O nada só é nada enquanto não é algo, por quando se torna algo deixa de ser nada e passa a ser sua contradição, o não-nada” - Friedrich Nietzsche

Claro que o Nietzsche não falou isso. Eu acabei de inventar. E você acha que eu saberia citar Nietzsche? Eu não sei praticamente nada de filosofia. Tudo que eu aprendi foi na marra, por causa da faculdade (Há!²) nesse mês.

Essas muitas linhas de divagações profundas não passam do produto de uma sexta feira à noite totalmente inutilizada. Em minha defesa, não foi por falta de oferta. Realmente eu fui chamado para a Dinha. Se você mora em Salvador – o que, muito, muito provavelmente é o caso – você deve saber que a Dinha é uma barraca que vende um acarajé pequeno a um preço esdrúxulo para atrair turistas. Ela fica localizada na chamada parte boêmia de Salvador, que se resumem a algumas boates, muitos bares e bêbados para não dar mais conta. E algo que eu nunca vi graça foi sair para ir a um lugar cheio de gente, feio pra cacete, barulhento, para pagar caro, comer pouco e passar calor só para conversar. Por que não pegar esse dinheiro, passar no supermercado e ir para casa de alguém? Vai saber. Eu não gosto de ir para a Dinha.

Então, ao invés de ir e me arrepender, resolvi ficar em casa logo, na companhia (via MSN) de Pedro e Tito, divagando sobre nada e fazendo nada. Pelo menos eu nunca preciso reclamar que não tenho tempo para fazer nada. Acho que vou ver um filme. Nossa, eu realmente não sei sobre o que falar. Da próxima vez eu juro que tento postar sobre ALGO.

Sobre a música: Beirut sempre me lembra de maresia, ficar com o papo para o ar viajando. E Nantes é muito foda.

Por: F.B.D.C



3 comentários:

Anna Baiana disse...

oq q a baiana e nantes de beirut tem a ver cm isso?

adoro fazer nda mesmo tendo coisa pra fzr...

Pedro M.T. e F.B.D.C disse...

A Baiana é a Dinha (ou era, ela ja morreu).

E Nantes?

Sobre a música: Beirut sempre me lembra de maresia, ficar com o papo para o ar viajando. E Nantes é muito foda.

Vide fim do post :)

Anna Baiana disse...

n leio letras miudas u.u

Postar um comentário

Featured