O post de hoje é basicamente uma aula sobre um tipo de vocabulário diferente. O tipo de vocabulário que papai e mamãe não ensinam para a gente, mas usam bastante quando a conta do seu celular passa dos 300 reais. Você já deve ter entendido que eu estou falando das 'palavras sujas'. Como sabemos, eles são considerados rudes e desnecessários, porém os palavrões exercem uma grande importância na comunicação coloquial, dando ênfase em algumas frases de modo insubstituível.
“Eu machuquei o dedo e saiu sangue como a porra” Significa que o machucado foi pior do que “Eu machuquei o dedo, saiu bastante sangue.”
Este post ficara subdividido em cinco tópicos (Clique para ser levado até eles):
Tópico 1: Porra. "Porra" serve pra qualquer porra. Já tá dando para entender né?
* Substitui o substantivo ou pode acompanhar ele.
Ex: "Maria pega a porra da escova, agora!" Acompanhando o substantivo escova.
"Maria pega essa porra, agora!" Substituindo o substantivo escova.
* Pode ser usado no começo da frase pra mostrar surpresa ou indignação e pode ser usado no final da frase para dar ênfase, como já vimos anteriormente.
Ex: "Pedro bateu o carro e tá no hospital" - "Porra, é sério?"
* Geralmente exprime raiva, mas não se ofende o próximo usando "Porra" (sem trocadilhos)
Pois é, quando você quiser dizer que você é o melhor em alguma coisa nunca diga que você é o mais fudido – a menos que você seja paulista. Fudido significa exatamente o que você não é, se você for o melhor. Sei que já deu pra entender mas vou dar o exemplo mesmo assim
Ex: "Sou o cara mais fudido em biologia no colégio"
O correto seria dizer "Sou o cara mais foda em biologia no colégio". Cuidado com a palavra foda, pois nem sempre ela quer dizer o melhor.
Chamar o outro de puta é potencialmente agressivo, mas se puta vai para o aumentativo e se transforma "Putão" ele adquire significado diferente. "Putão" é como o "Foda" em alguns casos e expressa que ele é demasiadamente bom.
Ex: "Lucas é muito putão nesse jogo, ninguém é melhor que ele"
Obs. Em alguns casos o feminino de "Putão", "Putona", continua pejorativo, como em: "Stephany pegou 30 numa noite, putona ela".
Quando chamamos alguém de “Filho da Puta” não quer dizer que a mãe do sujeito seja puta. Provavelmente nem conhecemos a tal senhora e o objetivo não é denegrir a imagem dela, e sim dele. O Problema é que o "Filho da Puta" é o nível máximo de raiva. Não conseguimos expressar o quanto filho da puta o filho da puta é, e chamar de puta não resolve, sendo que é uma das ofensas mais agressivas.
"Filho da Puta" sofre variações de acordo com a raiva do sujeito quee impele tal impropério. Se a raiva é intensa "Filho da Puta" é "Filadaputa" e se a raiva for moderada é "Filho-da-Puta"
Minha opinião sobre esse xingamento é que deveríamos todos criar um substituto pra "Filho da Puta" porque geralmente os "Filhos da Puta" são cínicos e sempre acham que estamos xingando suas mãe e acabamos não o ofendendo com todo o ódio que queríamos.
"Foi foda assistir o filme sem pipoca, mas eu sou foda e consegui um rodízio de pizza de graça depois da sessão"
O Primeiro "foda" tem significado pejorativo e pode ser substituído por "muito ruim" diferente do segundo "foda" que pode ser substituído por "muito bom".
Gostou de aprender um pouco sobre palavrões? Se sim, então algum dia desses eu escreverei mais sobre outros, se não, foda-se.
Quem me conhece sabe que eu sou cinéfilo de carteirinha, e o tenho sido pelos últimos cinco anos mais ou menos. O cinema é para mim mais do que puro entretenimento ou um simples hobby, é uma paixão como a algumas pessoas tem pelo futebol ou por limpar a casa, no caso das mulheres (Foi brincadeira gente, pelamordedeus). Sendo assim, foi bem difícil para eu escolher dez filmes entre tantos. Dos dez abaixo, os cinco primeiros são os únicos que eu costumo afirmar com certeza que são meus filmes favoritos. Os cinco finais, por outro lado, variam constantemente, e os listados aqui são apenas os meus favoritos no momento. Sendo assim, acho que posso chamar essa lista de Meus 5 Filmes Favoritos e mais 5 Grandes Filmes...
Como o nome sugere, essa é lista é apenas dos filmes que eu mais gosto, o que não quer dizer que sejam os melhores que existem, que seria uma lista beeeem diferente. Então, com toda essa completamente desnecessária contextualização terminada, ai está de Meus 5 Filmes Favoritos e mais 5 Grandes Filmes:
10 – Intriga Internacional (North By Northwest) – Alfred Hitchcock, 1959
Hitchcock é um dos maiores diretores de todos os tempos, famoso por seus filmes de suspense, principalmente Psicose – lembra a clássica cena de uma mulher assassinada no chuveiro? Intriga Internacional, um dos seus trabalhos mais valorizados, conta a história de um cidadão comum (Cary Grant) que se vê confundido com homem misterioso procurado por perigosos espiões e acaba se envolvendo em uma conspiração governamental.Em uma das suas cenas mais famosas, Grant é perseguido ferozmente por um avião por um campo aberto. Quando se trata de Hitchcok, é fácil acertar, e esse é um filme perfeito para começar a conhecer sua obra.
Roger Thornhill: Eu sou um publicitário, não um espião. Eu tenho um emprego, uma secretária, uma mãe, duas ex-esposas e vários bartenders que dependem de mim, e eu não pretendo decepcioná-los todos morrendo “de leve”.
9 – Magnolia (Magnolia) – Paul Thomas Anderson, 1999
Magnolia apresenta um mosaico de nove histórias diferentes ligados direta ou indiretamente por um programa de Talk – Show, no espaço de um dia em San Francisco. Os personagens passam por situações onde colocam em cheque questões como felicidade, perdão e existencialismo, levando à um clímax diferente de qualquer um que você já tenha visto.
Earl Partridge: Não deixe que ninguém jamais lhe diga: "Você não deve lamentar nada". Não faça isso, não! Você se arrepende da merda que você quiser! E use isso, use esse arrependimento para o que você quiser, do jeito que quiser. Você pode utilizá-lo, ok?
C.R.A.Z.Y se passa em Quebec, durante as décadas de 60 e 70 e se foca em uma família tradicional, o pai, a mãe e os cinco filhos Christian, Raymond, Antoine, Zachary and Yvan (Cujas inicias soletram o nome do filme). A história é contada do ponto de vista de Zac, que logo cedo começa a perceber em si mesmo tendências homossexuais e se força a reprimi-las para não envergonhar o pai. O filme mostra sua vida com seus irmãos, todos diferentes entre si, sua mãe altamente religiosa e seu pai conservador, acompanhado por uma excelente trilha sonora que vai de David Bowie até Charles Aznavour.
Raymond Beaulieu: Eu não fumo, bebo e xingo mais. Porra! Deixei o meu saco de maconha no pub.
7 - Laranja Mecânica (A Clockwork Orange) – Stanley Kubrick, 1971
No futuro visionado por Kubrick em Laranja Mecânica, as ruas eram dominadas por gangues violentas, os homens usavam roupas e maquiagens esdrúxulas e o sexo era totalmente banalizado. Soa familiar?
Na história, Alex DeLarge é o líder de uma dessas gangues que vivem nas ruas sem leis, tem um dialeto próprio e bebe leite em bares com seus “droogies”. Ele acaba sendo pego pelo governo e submetido a uma experiência que muda completamente o rumo de sua vida. Mesmo tendo sido criado há quase quarenta anos, Laranja Mecânica mantém até hoje o seu impacto e surpreende pelo futuro subversivo e terrivelmente realista criado por Kubrick.
Alex: É engraçado como as cores da vida real só parecem reais de verdade quando você as vê em uma tela.
6 – Os Bons Companheiros (Goodfellas) – Martin Scorsese, 1990
Goodfellas se baseia na história real de Nicholas Pileggi (No filme chamado de Henry Hill), um garoto do Brooklin fascinado com a máfia italiana local e que cresce para se juntar a eles. No espaço de 30 anos ele convive com os homens mais perigosos da cidade, incluindo seus dois maiores amigos Jimmy Conway (Robert DeNiro) e Tommy DeVitto (Joe Pesci), e acaba se envolvendo em diversos assassinatos, o trafico de drogas, traições e as ilusões do poder.
Henry Hill: Até onde eu lembro, eu sempre quis ser um gangster.
Cassino segue na linha de Os Bons Companheiros. Além do mesmo diretor e dois dos protagonistas do outro (DeNiro e Pesci), o filme também fala sobre a máfia, drogas, traições e as ilusões do poder e ainda foi escrito pelo mesmo Nicholas Pileggi. A diferença é que, desta vez, o cenário deixa de ser os mafiosos de NovaYork e passa a ser os que controlam a Las Vegas dos anos 70.
Os protagonistas são Sam "Ace" Rothstein, que se torna o diretor impiedoso de um dos maiores cassinos da cidade, Ginger (Sharon Stone), uma prostituta de luxo por quem Sam se apaixona perdida e impulsivamente, e Nicky Santoro, seu violento melhor amigo. A partir desses três personagens o filme traça um sangrento painel de uma década dominada pela máfia até o surgimento das grandes corporações que tomaram conta da cidade.
Ace: Não importa o quão grande pode ser um indivíduo, Nicky levaria adiante. Você bate e, Nicky com os punhos, ele volta com um bastão. Você o esfaqueia, ele volta com uma arma. E se você atirar nele é melhor matá-lo, porque ele sempre vai voltar e voltar até um de vocês dois estarem mortos.
4 – Trainspotting (Trainspotting) – Danny Boyle, 1996
Trainspotting, na minha humilde opinião, é o filme definitivo sobre drogas. E, mesmo que esse seja o tema principal, não é o único do filme. O protagonista aqui é Mark Renton (Ewan McGregor), um junkie que desperdiça seus dias dopado com heroína junto com seus amigos, Sick Boy, Spud, Tommy e Begby. No decorrer da história ele sai e volta das drogas diversas vezes enquanto o filme contempla uma juventude sem perspectivas ou ambições com um pouco de drama, humor e escatologia, e sem nunca cair no óbvio e tomar uma posição anti-heroína. Ao invés disso, ele apenas apresenta as coisas como são e deixam o espectador tomar suas próprias decisões.
Renton: Eu escolhi não escolher a vida. Eu escolhi outra coisa. E as razões? Não há razões. Quem precisa de razões quando se tem heroína?
3 – Clube da Luta (Fight Club) – David Fincher, 1999
Esse provavelmente é o mais conhecido da lista. A história: Um homem comum (O nome dele não é Jack, como muitas pessoas aparentemente pensam, ele nunca é nomeado) vive uma vida tediosa até que conhece Tyler Durden (Brad Pitt), um vendedor de sabão que muda sua maneira de ver o mundo. Juntos, fundam o tal clube da luta, onde homens que nem eles podem se espancar para liberar as frustrações do dia-a-dia. O que, a primeira vista parece uma trama simplista se torna uma poderosa critica contra a nossa sociedade contemporânea, ao consumismo, e muitas outras coisas, o que o levou a ser chamado por alguns de um Laranja Mecânica atualizado.
Tyler Durden: A primeira regra do Clube da Luta é que você não fala sobre o Clube da Luta.
2 – Taxi Driver (Taxi Driver) – Martin Scorsese, 1976
Travis Bickle (Robert DeNiro) pode parecer para muitas pessoas a escolha menos provável para um herói. Ele é – como o titulo sugere – um motorista de taxi em Nova York. Em seus 30 e poucos anos, saiu da guerra do Vietnã para perceber que perdeu totalmente sua capacidade de se conectar com as pessoas – por mais que tente. Essa solidão, somada com uma constante visão da imundice das ruas noturnas de NY, repletas de cafetões, drogados e violência, o levam a partir em uma missão redentora para salvar uma prostituta de apenas treze anos.
A saga de Travis, um homem perdido em uma sociedade que não reconhece é um filme que, mesmo depois de 30 anos, ainda não perdeu sua relevância ou familiaridade.
Travis Bickle: Você está falando comigo? Você está falando comigo? Bem, eu sou o único aqui.
1 – Um Estranho No Ninho (One Flew Over The Cuckoo’s Nest) – Milos Forman, 1975
Após sua chegada em um hospício, Randal Patrick McMurphy (Jack Nicholson) acha que se deu bem por ter fugido da prisão, alegando insanidade depois de ser preso por namorar uma menina menor de idade. Uma vez lá, ele percebe que talvez ele estivesse melhor na prisão. A enfermeira chefe Ratched comanda o lugar com mão de ferro por trás de uma aparente mascara de calma, e logo seu mundo controlado entra em choque com a natureza desafiadora de McMurphy que tenta trazer um pouco de vida para os outros pacientes.
Mais do que um microcosmo dos conflitos culturais na America dos anos 70, Um Estranho No Ninho é um verdadeiro estudo sobre a liberdade humana e o louco dentro de cada um, que acaba resultando em um filme impecável em todos os aspectos.
McMurphy: O que você acha que você é, pelo amor de Deus, louco ou algo assim? Bem, você não está! Você não é! Você não é mais louco do que o imbecil médio andando nas ruas lá fora.
Disclaimer: Espero que esse post relativamente gigante ajude a compensar os dois dias sem postar nada. Da próxima vez eu tento fazer algo com mais conteúdo. Se você já viu algum dos filmes, diga o que você achou nos comentários!