Independente de época ou lugar, acho que uma das coisas mais inevitáveis durante os anos de ensino médio são as intrigas. Inevitáveis e, convenhamos, fúteis, essas intrigas acabam sempre, em uma escala ou outra, atingindo pessoas que não tem nada a ver com a história original.
“Fulaninha é afim de sicraninho, mas ele namora com a melhor amiga dela, então fulaninha pega ele pelas costas da amiga”
“João brigou com Maria e tão dizendo que foi culpa do Pedro, mas ninguém pode saber, então não fala para ninguém”.
Essas são umas daquelas histórias que não deviam interessar ninguém mais do que os envolvidos, e supostamente são segredos. Mas o “não fala para ninguém” se espalha para qualquer um que conheça os envolvidos, ou até os que não conhecem. E então a história cresce e todo mundo começa a falar pelas costas e tomar lados, sobre quem estaria certo ou não.
É fácil falar que nunca se envolveu em uma destas, que acha isso ridículo (o que é), mas o fato é que parece que todos estão tão entediados com a simplicidade de suas vidas que atraem essas intrigas, procurando adicionar (mesmo que inconscientemente) uma pitada de drama, de emoção em sua rotina. Como se tentasse criar um roteiro de filme a partir de sua experiência. O que eu vejo, porém, são pessoas que perdem grande parte do seu tempo brigando entre si, falando de um ou outro pelas costas e procurando avidamente pela própria fofoca. E por ai saem as milhões de acusações de hipocrisia, falsidade, etc, que dá assunto para um livro inteiro, mas que, honestamente, eu não estou a fim de comentar por aqui. Então vamos deixar isso para um post futuro.
Esse frenesi pelo conhecimento e envolvimento na vida alheia já está fortemente estabelecido na cultura atual, escancarado (infelizmente, de maneira não-satírica) na série de livros (que virou série de TV a algum tempo) Gossip Girl, onde jovens ricos americanos vivem uma vida repleta de futilidades e passam seu tempo lendo noticias sobre a vida dos outros, que alguém faz questão de reportar com rapidez profissional, como se perder um segundo de fofoca fosse fatal. O pior é saber que não só a série foi acatada calorosamente pelo público como ainda inspirou sites irmãos, onde as pessoas realmente fazem a mesma coisa que os personagens.
Alguns dizem que na faculdade piora, outros dizem que melhora. Para o povo adulto imagino que isso assuma uma postura muito menos pessoal e muito mais profissional, especialmente dentro do espaço de trabalho. Porém, eu estou falando do meu ultimo ano de colégio e já ouvi (e participei) de intrigas o bastante para saber que eu simplesmente não ligo mais para o que as pessoas falam ou deixam de falar sobre os outros e sobre mim.
Por: F.B.D.C
Mas, peraí, você sabia que Ana não gosta de Marcos, o namorado de sua melhor amiga Maria que é o melhor amigo de seu ex-namorado João? Dizem as más línguas que ele e ela...










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